terça-feira, outubro 31, 2006

Os grandes também se vergam


Faltam poucos minutos para o início do Bayern de Munique – Sporting. Tenho uma ideia da equipa que vai alinhar de início, mas sem qualquer certeza. Excepção feita à certeza de que os rapazes vão dar tudo para ultrapassar a experiente equipa alemã. A derrota não será um drama, já que é previsível que o BM ganhe todos os jogos em casa. Precisamente por isso, um ponto já será importante para que o Sporting continue como favorito ao segundo lugar do grupo. A vitória, essa, seria um feito notável. Vamos ver se as pernas dos jogadores do Sporting vão tremer na hora de entrar no Allianz Arena ou se, por outro lado, os rapazes do Paulo Bento vão fazer questão de mandar para as urtigas o desejo de Félix Magath de ganhar por três golos de diferença.

Seja como for, espero que seja (mais) uma excelente propaganda do nosso futebol versus o estilo frio e calculista do futebol alemão. Não desejo uma vitória moral, longe disso. Gostava de vencer, mas compreendo a dificuldade da tarefa que espera a jovem equipa do Sporting. Se jogarem o que sabem – concentrados e com dinâmica na troca de bola – ficarei satisfeito. Independentemente do resultado final.

Mas uma vitória vinha mesmo a cal(h)ar o Félix...

sexta-feira, outubro 27, 2006

Grande Buba


Como é possível uma equipa jogar ofensivamente como o Sporting jogou, dispondo das oportunidades de que dispôs, e não regressar a Alvalade com os três pontos? A resposta tem quatro letras: Buba. Nome do defesa central do Beira-Mar que assinou um hatrick e do estado em que deviam encontrar-se os defesas do Sporting.

Como é possível sofrer três golos tão ridículos como aqueles que hoje entraram na baliza de Ricardo? Como é possível sair de Aveiro com um empate quando podíamos facilmente ter conquistado uma goleada? Não me venham dizer que os Aveirenses fizeram um grande jogo. Não estiveram mal, é certo (pelo menos tiveram o mérito de não perder o norte quando em situação de derrotados), mas daí a fazer um grande jogo vai uma grande distância. Quase sempre remetido à defesa, o Beira-Mar teve a “felicidade” de encontrar uma equipa cujos processos defensivos ficaram esquecidos no balneário.

Paulo Bento falou em ingenuidade, eu assino por baixo. Este é, sem dúvida, o preço a pagar por ter uma equipa jovem e a competir em diversas frentes. Não tenho dúvidas que o jogo de Munique ocupou, na mente dos jogadores leoninos, o lugar dos ensinamentos que se aprendem desde as camadas jovens. Uma equipa sénior (e profissional) não pode sofrer três golos de bola parada. Uma equipa sénior (e profissional) não pode empatar um jogo em que tem mais do dobro da posse de bola do adversário (escrevo sem saber as estatísticas do jogo, mas não deve andar longe de um 60%-40%) e onde dispõe da esmagadora maioria das oportunidades de golo! E jogando muito bem nos dois terços do terreno onde se constroem os lances ofensivos. Claro que fomos muito perdulários na finalização, mas jogamos muito bem lá na frente!

Espera-se agora que a equipa saiba aprender com os erros e dar a volta por cima. Espera-se agora que a equipa recupere o espírito guerreiro e vencedor a tempo de jogar na Alemanha de forma personalizada e isenta de erros defensivos. Pode ser que este tenha sido o jogo em que os meninos de Alvalade se fizeram homens. As derrotas (e este empate tem o sabor amargo da derrota), por vezes têm essa “vantagem”.

Eleições da colectividade da Luz – Informação actualizada

Caso não saibam, hoje realizam-se as eleições para a presidência da colectividade que habita no lado errado da 2ª Circular. E, ao contrário do que muitos imaginam, não é apenas o Luís que está na corrida. Eis os resultados actualizados do escrutínio:

Luís:
2.978 votos

Avô Cantigas:
3 votos

Dumbo (não é uma piada às orelhas de Luís, este é o verdadeiro):
2 votos

Eusébio:
1 voto e meio (o meio voto é do Simão)

João Pires:
1 voto (o Vilarinho já foi votar, portanto)

Não percam o desenvolvimento desta e de outras notícias, mais logo no Telejornal...

Frase do dia

O Sporting é um clube sem vícios! Os jogadores não bebem, não fumam,... não jogam...
Antevisão do Porto-Benfica

quinta-feira, outubro 26, 2006

Assim só estragam um estádio.

Num Estádio do Dragão, ao que tudo indica, repleto de portistas, o Benfica prossegue, este Sábado, a caminhada rumo ao título. O alegado atraso no pedido dos bilhetes, por parte do Benfica, fez com que o Porto aproveitasse a oportunidade para encher por completo as bancadas do seu humilde estádio, com morcões azuis e brancos. Se eles pensam que esta situação nos pode prejudicar, desenganem-se. Ao contrário desses senhores, o Benfica não ganha jogos nas bancadas, nos balneários ou em restaurantes. Tanto quanto sei, neste jogo vão estar 11 jogadores de cada lado e esses sim, vão poder mostrar o que valem. Estou em crer que os mais de 50 mil adeptos portistas previstos, não vão ser suficientes para abafar o grito de vitória dos nossos meninos.

quarta-feira, outubro 25, 2006

O inacreditável penalty de Johan Cruyff

Em 1982, Johan Cruyff, então jogador do Ajax, lembrou-se de marcar um penalty diferente. O guarda-redes do Helmond Sport ficou sem reacção. Pudera...

segunda-feira, outubro 23, 2006

O filme do costume

Na visita dos azuis e brancos a Alvalade, mudam os protagonistas, mas o filme é sempre o mesmo. Desta vez os chamados “casos” não foram flagrantes. Logo, parecem não ter existido. Mas não foi bem assim.

O filme do jogo começa com o Sporting a entrar (claramente) melhor. “Parecia” até a única equipa a querer ganhar o jogo. No Porto, a entrada de Paulo Assunção para o lugar do lesionado Andersson denunciava a vontade de controlar as operações “cá atrás”. O ataque estava entregue a Quaresma, Postiga e Lisandro Lopez (têm a certeza que jogou?!). O resto estava lá para defender.

No Sporting, Liedson, Yannick, Nani e Moutinho (de longe, o melhor médio português da actualidade) faziam as despesas do ataque. Custódio cobria a retaguarda e Paredes ajudava a fechar mas tinha também preocupações ofensivas (como, de resto, atestam as duas grandes oportunidades de golo de que dispôs). Os laterais tinham ordens para subir e tentar os desequilíbrios.

Grandes diferenças na abordagem ao jogo, portanto.

O sempre bem penteado Pedro Proença estava lá para o que desse e viesse. E deu-se. Deu-se, por exemplo, o caso de Nani jogar a bola com a mão. Cartão amarelo bem mostrado, sem dúvida. Proença esqueceu-se foi de fazer o mesmo nas restantes quatro (4!) vezes que os jogadores tiveram a mesma atitude. Duas delas pelo mesmo jogador – Postiga. Não satisfeito com isso, à segunda falta de Nani, Proença fez questão de abordar o jovem jogador para, com a cara a um palmo da do jogador leonino, lhe gritar que acabasse com aquilo antes que terminasse o jogo na rua. Pressão pura e simples. Já o mesmo não aconteceu a meio da primeira parte quando Paulo Assunção ceifa as pernas de Yannick, numa falta claramente merecedora do 2º cartão amarelo. Uma questão de critério, portanto. Que se manteve, de resto, durante todo o jogo. Coisa a que já estamos habituados nas partidas com a equipa de Pinto da Costa. Tal como a atitude defensiva e a jogar no erro do adversário. Chamar a estes onze jogadores, a melhor equipa nacional é matéria suficiente para um processo por difamação.

No resto do encontro, assistimos à (contínua) manifestação das intenções das duas equipas: o Sporting a querer ganhar o jogo, atacando como podia (nem sempre bem, é certo) e o Porto a defender com unhas e dentes um pontinho precioso. Salvou-os a barra da baliza de Helton e um árbitro demasiado complacente com um estilo de jogo feito à base das faltas a meio campo, para acabar logo ali com as veleidades da equipa adversária.

O filme do costume, portanto. É pena que a bobina não esteja já gasta...

Ninguém pára o Benfica! Nem mesmo os árbitros!...

Eu não sou muito de criticar os árbitros. Até porque, por baixo daquele equipamento negro, está um homem, que tal como qualquer um de nós, também tem o direito de errar. O problema acontece quando os erros são sucessivos e demasiado óbvios. Ora vejamos: o Benfica recebeu ontem o Estrela da Amadora. Tendo em conta que 1h15m mais tarde tinha início o Sporting x Porto, e que havia algumas probabilidades deste jogo chegar ao fim dos 90 minutos empatado, interessava a muito boa gente que o Benfica escorregasse e não conseguisse apanhar os dois líderes do campeonato. Só assim se explica a "palhaçada arbitrarial" a que assistimos ontem na Luz. Desde foras-de-jogo mal assinalados e cartões mal mostrados, muitos foram os esquemas para tentar prejudicar o Benfica. Por outro lado, tendo em conta que na próxima jornada o Benfica vai ao Dragão, havia ainda a necessidade de eliminar alguns dos pontos fortes dos encarnados. Vai daí, o árbitro decidiu "aviar" o Miccoli, um dos jogadores mais determinantes, com 2 amarelos, seguidos de um vermelho, impedindo-o de defrontar o Porto no próximo Sábado. Isto não seria tão grave, se o 1º amarelo não tivesse sido mostrado na sequência de um fora-de-jogo muito mal assinalado ao italiano, numa situação de golo quase certo, e o 2º, na sequência de uma falta sobre o mesmo, que resultou na amostragem do 2º amarelo, completamente descabida. E isto só para citar algumas trapalhadas da equipa de arbitragem. Dá que pensar, não dá? Apesar de todas estas contrariedades, provocadas por certas e determinadas pessoas, o Benfica conseguiu, uma vez mais, mostrar a verdadeira raça que o caracteriza, somando 3 pontos e subindo para a 3ª posição da tabela (a 3 pontos dos ainda líderes e com um jogo a menos). É nestas alturas que me apetece mesmo gritar "Ninguém há-de parar o Benfica!".

sexta-feira, outubro 20, 2006

O Super Mário voltou a perder a cabeça

Quando se pensava que o Jardel se estava a endireitar e a ganhar juízo, eis que tem uma recaída e volta a bater bem lá no fundo. Depois das noitadas ali para os lados da Duque de Loulé, das suspeitas de consumo de estupefacientes e dos arrufos com a ex-mulher, Karen, não é que o Super Mário vem agora dizer que gostaria de regredir na carreira, trocando o clube que o recebeu de braços abertos num momento difícil, o Beira-Mar, para voltar a alinhar pelo clube regional de Alvalade? Isto só pode ter a ver com a moda que os jogadores mais velhos têm agora de terminar as carreiras em clubes medíocres e com pouca projecção, em troca de uns bons milhares. Só assim se explica esta vontade estranha do antigo goleador. Jardel, não achas que já fizeste disparates que cheguem?

Jornada de derbies


Terminadas as emoções da Liga dos Campeões, as atenções voltam-se agora para mais uma jornada da Super Liga cá do burgo. E que jornada, meus amigos. Não é todas as semanas que o país assiste a dois derbies na mesma ronda. E, melhor ainda, no mesmo dia. O Sporting - Porto foi “empurrado” para uma hora simpática. Jogos às 20h30 de Domingo é daquelas coisas que apetece mesmo ir. Pior, só se fosse às 7h30 da manhã De qualquer maneira, conto lá estar para assistir ao regresso do Sporting às vitórias. Se os leõezinhos jogarem o que sabem e Pedro Proença (o árbitro) não fizer das dele, acredito que será possível. O Porto tem uma boa equipa, mas parece-me (ainda) pouco consistente. Espero que o tempo ajude e que se possa assistir a um bom espectáculo, coisa que nem sempre acontece quando os azuis e brancos visitam Alvalade. A tendência é sempre jogar (duro) em contenção e apostar no erro do adversário. Vamos ver o que acontece desta vez…

Cerca de uma hora antes, tem início o 2º (em ordem de importância) derby da jornada. Desta feita um Benfica – Estrela da Amadora. Bem sei que dito assim até parece o nome de uma estação de metro, tipo Baixa - Chiado ou coisa que o valha. Mas não, é mesmo um jogo de futebol entre duas formações que se equiparam. Uma – o Estrela – tem tido um mau início de campeonato, é certo, mas crê-se que possa recuperar animicamente a tempo de fazer um campeonato à altura dos seus pergaminhos. Já os de vermelho, até começaram bem – estão claramente acima das suas expectativas – e até conseguiram o resultado mais desnivelado da prova até ao momento. De qualquer forma, este é, à semelhança do outro derby, um encontro para uma tripla no totobola. Ou seja, qualquer equipa pode ganhar, sendo que a(s) equipa(s) da casa conta(m) com um ligeiro favoritismo por jogar(em) diante do seu público.

Que vençam os melhores. E que os melhores equipem de verde e branco (e um pouquinho de vermelho, no caso do Estrela).

quinta-feira, outubro 19, 2006

Cheira a injustiça

No rescaldo da derrota (injusta) do Sporting no jogo de ontem, são de realçar algumas ideias que não escaparam a quem viu o jogo com atenção:

- O Bayern é, claramente, uma equipa superior ao Sporting. Não custa admitir isso. Até porque a diferença de orçamentos é, sem dúvida, superior à diferença que se nota no campo.

- Apesar desta superioridade, sentiu-se o respeito que os leõezinhos já impõe na Europa do futebol. Notou-se acima de tudo na forma agressiva como os alemães abordaram o jogo, tentando intimidar os jogadores do Sporting. E nalguns capítulos, infelizmente, conseguiram.

- No onze do Sporting (e na minha opinião), Carlos Martins estava a mais. Tello deveria ter jogado no meio campo e Abel à direita. Ganharíamos velocidade na ala direita e dispensávamos o nervosismo de Martins. Que poderia ser uma boa aposta para entrar no decorrer do encontro.

- Não considero que o Ricardo tenha sido mal batido. O remate é feito de muito longe, é certo, mas Ricardo não terá visto a bola partir e, com esta já na direcção da baliza, é fácil perceber que a trajectória leva-a a fugir ao alcance do guarda-redes.

- Grande reacção do Sporting ao golo. Uma das imagens de marca desta equipa é a sua aversão à condição de derrotado. Paulo Bento será um dos mentores desta mentalidade ganhadora que fica muito bem à jovem equipa do Sporting. Reparem que sempre que sofrem um golo, os jogadores leoninos cerram os dentes e partem para cima do adversário.

- O Sporting esteve muito bem até à expulsão do marcador do golo alemão. A partir daí o jogo fica condicionado em todos os sentidos. O Sporting sentiu que tinha de atacar ainda mais (e fê-lo muitas vezes da pior maneira, com bolas bombeadas para a frente) e o Bayern fechou-se lá atrás, com a tranquilidade de quem sabe muito bem o que faz. Não foi à toa que o treinador dos alemães fez entrar os jogadores mais rápidos para jogarem sozinhos na frente.

- Apesar de todas as incidências do jogo, parece-me que o Sporting não merecia sair derrotado. É certo que o Bayern soube fazer o “seu” jogo, mas feitas as contas, o empate teria sido o resultado mais justo.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Descubram as diferenças

A menos de três horas para o início da partida entre Sporting e Bayern de Munique, é altura para fazer uma pequena análise – à laia de comparação – aos dois esquemas tácticos das equipas. A disposição das equipas será semelhante, mas o currículo dos intervenientes revela o desfasamento entre a realidade (pobrezinha) portuguesa e o poder do dinheiro alemão.

As diferenças entre o colosso alemão e a jovem equipa do Sporting são evidentes. Vamos ver como se portam mais logo os leõezinhos...

O 4x4x2 alemão:

Kahn - experiente e irascível guardião alemão, mundialmente famoso pela sua simpática carantonha.

Sagnol, Lúcio, Van Buyten e Lahm - titulares indiscutíveis das selecções francesa, brasileira, belga e alemã, respectivamente. Está tudo dito.

Ottl - internacional Sub-21 pela Alemanha que relegou Demichelis para o banco alemão (não confundir com o Deutsch Bank).

Van Bommel - ex-Barcelona, tem feito esquecer um tal de Michael Ballack.

Salihamidzic e Schweinsteiger – extremos rapidíssimos e de reconhecida capacidade técnica.

Makaay, Pizarro, Podolski e Roque Santa Cruz – Venha o diabo e escolha apenas dois para iniciar o encontro.

O 4x4x2 leonino:

Ricardo - experiente guardião português, tem uma verdadeira legião de fãs no estrangeiro. Em Inglaterra então, é adorado por todos.

Abel - conhecido internacional, é praticamente titular indiscutível da Selecção B nacional.

Tonel - quase, quase internacional. Basta que se lesionem todos os defesas centrais portugueses e que Scolari desenvolva a parte do cérebro responsável pelo pensamento lógico-dedutivo.

Polga - ex-campeão do Mundo pelo Brasil e ex-futuro melhor defesa central da América do Sul. Lamenta-se o facto do seleccionador brasileiro não ter SportTV.

Caneira – fechou recentemente um ciclo. Depois de sair do clube que o formou, bastaram uns anos perdido em clubes de terceira categoria para perceber qual é o melhor clube nacional.

Paredes - tem o mérito de ter construído uma carreira sempre em sentido ascendente: depois do Porto veio Itália. Finalmente, com a chegada ao Sporting atingiu o topo da carreira.

Miguel Veloso - é detentor do título do melhor jogador de sempre lá de casa. Sabendo-se que partilha o lar com o ex-capitão e símbolo benfiquista Veloso, está tudo dito.

João Moutinho – assediado pela NBA, optou antes por ser futebolista profissional. E em boa hora o fez - é já uma referência do futebol nacional. Talvez por isso, a Chicco quer patrociná-lo, oferecendo-se para vesti-lo dos pés à cabeça.

Nani - o melhor jogador que Cabo Verde produziu nos últimos anos. Esperem, afinal parece que o rapaz é de Massamá. Nesse caso, é sem dúvida o melhor jogador que a linha de Sintra produziu nos últimos anos!

Liedson – o levezinho é conhecido por resolver as partidas. Só ainda não resolveu ser chamado à Selecção Canarinha. Pondera seriamente fazer uma vaquinha com o Polga para, em conjunto, oferecerem o pacote Funtastic Life da TvCabo ao seleccionador Brasileiro.

Alecsandro – Acabou de chegar e já fala melhor português do que o Fernando Santos. Pelo menos sabe o significado de palavras difíceis para o vocabulário benfiquista, como: vencer, golos e espectáculo.

Acabou o estado de graça (por agora)

Gosto da capa d’A Bola. Não pelo conteúdo, já que a derrota dos encarnados por 3-0 não pode agradar à maioria dos portugueses. Mas gosto da forma. “Isto não é o Benfica” é muito bom. Quem não acredita que são os meios de comunicação que constroem (e destroem) os mitos e ícones dos nossos tempos, tem aqui um excelente exemplo sobre o qual deve meditar. A mesma equipa “fantástica” que no Sábado “goleou” a União de Leiria é agora reduzida à condição de “isto”. Que não é o Benfica, claro. Porque esse é grande e vence em todos os campos da Europa e do Mundo do futebol. Será isto que A Bola quis dizer? Ou será que A Bola queria dizer que “Isto não é a União de Leiria”, acompanhando o título com uma fotografia dos rapazes de Glasgow (que por acaso até equipam de verde e branco)?

A questão, caros bloguentos, é que os de vermelho não são tão bons quanto os 4-0 de Sábado podem fazer crer, nem tão maus como os 3-0 de ontem podem sugerir. São, digamos assim, uma equipa de meio da tabela. Por muito que A(s) Bola(s) deste mundo possam inventar, a realidade é essa.

Acreditar

Esta é outra das palavras muito usadas pelo nosso técnico. E nisto, eu concordo plenamente. Não só porque realmente ainda é possível, mas também porque a partir do momento em que o Fernando Santos é e, pelos vistos, vai continuar a ser o treinador do Benfica, eu tenho mesmo que acreditar em tudo. Ó Fernando, deixa-te lá de palhaçadas e pára de gozar com o pessoal! Faz as malinhas e volta para a Grécia. Aproveita e leva contigo o Mantorras, o Karyaka e o Beto.

Matematicamente

Esta é, provavelmente, a palavra mais usada, neste momento, por Fernando Santos. Tudo bem que matematicamente ainda é possível o Benfica passar à fase seguinte da Liga dos Campeões, mas será que alguém explicou ao Sr. Engº que para que matematicamente seja possível, é ainda preciso ganhar os jogos? Hummm, não me parece. Resta-nos agora esperar pelos 3 próximos jogos e ter esperança de que alguém dê umas luzes ao "amigo" Santos.

terça-feira, outubro 17, 2006

Não se importam de repetir?

À terceira, é (tem que ser) de vez.

É hoje que os nossos meninos decidem se querem continuar a jogar na Champions ou se o Campeonato Nacional é suficiente para uma equipa com a dimensão mundial do Benfica. Ao que parece, a equipa está preparada. Pelo menos, a avaliar pela excelente performance de Sábado, frente ao União de Leiria, que resultou na maior e melhor goleada da jornada. Dificilmente vamos esquecer aquela obra de arte do Miccoli e os outros dois golaços do italiano e do nosso 21. Nesta terceira jornada da fase de grupos, o Benfica está obrigado a vencer, depois de ter empatado na Dinamarca, com o FC Copenhaga, e de ter perdido na Luz frente ao Manchester United (um grande clube é assim mesmo, faz-nos sofrer a cada jogo). No entanto, apesar destes contratempos todos, estou em crer que a águia vai finalmente mostrar a sua raça (ao menos alguém que a mostre, visto que o da juba é mais a atirar para o arraçado...). E ou muito me engano ou hoje, em Glasgow, o nosso colosso europeu vai iniciar a caminhada certeira rumo à conquista da Europa. Não acreditam? Então esperem pelas 19h45m...

domingo, outubro 15, 2006

Reboleira ou rebaldaria?

À hora em que escrevo, o Sporting ainda não entrou em campo para defrontar o Estrela da Amadora. Aliás, à hora em que escrevo o campo do Estrela ainda nem deve estar relvado. Até aqui tudo... mal. Às confusões a que o futebol português nos tem habituado, já estamos... isso mesmo: habituados. O que ainda me surpreende (sou muito ingénuo, eu sei) são certas manobras de bastidores que, inevitavelmente, favorecem alguns clubes em detrimento de outros. E com terceiros (clubes) a ajudar à festa. Refiro-me - neste caso - à marcação do jogo entre o Estrela e o Sporting para o campo da Amoreira, no Estoril. Porquê esse campo? Não havia outro pior? Tipo um de terra batida? Sinceramente... numa altura em que assistimos à renovação da maioria dos estádios, procurando dar outro conforto aos espectadores e melhores condições para o espectáculo, com maiores e melhores relvados, esta medidas são de todo incompreensíveis. Sim, porque caso não tenham reparado, nem todos os relvados são do mesmo tamanho. Há uns mais acanhados e que, normalmente, favorecem as equipas menos dotadas tecnicamente.

E se o campo do Estrela já não pode ser considerado um exemplo dos estádios do séc. XXI (daí estar em renovação), o que dizer do campo da Amoreira? Com todo o respeito pelo Estoril, mas aquele estádio já estava ultrapassado na altura em que o Fernando Santos era jogador do clube da linha!

E mais: esta não é uma situação virgem nesta temporada. Mas da primeira vez, o tratamento dado ao chamado "grande" foi bem diferente. Eu explico: à segunda jornada o calendário ditava uma deslocação do Porto à Reboleira. Uma vez que o campo estava ainda pior do que se encontra hoje, foi encontrada uma solução alternativa. Alguém se lembra de onde jogaram? Eu lembro, foram disputar a partida ao estádio da luz. Quem ganhou com isto? Ou melhor, o que ganhou o Estrela com isto? O jogo não foi, já que foi derrotado por 3-0. E o que ganha com o facto do jogo de hoje se realizar na Amoreira e não no Restelo ou no Jamor, por exemplo? Fica a dúvida e a certeza de que, na Superliga, os clubes não são todos iguais...

sexta-feira, outubro 13, 2006

Relva para quê?

O jogo entre o Estrela da Amadora e o Sporting, da próxima jornada, está a ser marcado pelo atraso das obras no Estádio José Gomes, na Reboleira. Ao que parece, está quase tudo pronto. Já só falta a relva. E pergunto eu: tratando-se de um jogo entre equipas amadoras, que só lá vão para dar uns chutos numa bola e passar um fim de tarde de Domingo agradável, para que é que é preciso relva? Não jogam bem no pelado? E as tábuas e as máquinas, também se afastam! Só faltava agora quererem jogar também com uma Adidas +Teamgeist... Há pessoal que não deve saber qual é o seu lugar... Não me refiro ao Estrela, como é óbvio.

Aquele "ainda" diz tudo...

Cromo nº 2

Isto é que é uma verdadeira luta titânica pela titularidade, meus amigos. Moretto dá uma casa monumental, o Quim tem que ir e fazer pior (ou será melhor?). E atenção que estas imagens correram o Mundo. É a colectividade de vermelho no seu melhor, sem dúvida. Para além do riso, o locutor não esconde a razão de mais um frango do amigo Quim: pesou-lhe a “peida”. Palavras do próprio, atenção.
Com as mãos é para meninos... Esta, vou defender com o ombro!

Mais uma defesa brilhante de Ricardo, desta vez com o ombro.
Nova colecção da Panini

A propósito da temática dos últimos posts, acabo de receber uma chamada da Panini pedindo-me para divulgar o lançamento da sua mais recente colecção. Trata-se de uma caderneta de Cromos com os frangueiros que vão rodando na baliza dos vermelhos. Como se sabe, eles não se limitam a um, têm que ter sempre mais do que os outros. Até foram buscar um ao Brasil e tudo! Enfim, aqui fica o vídeo promocional (com direito a música e tudo) deste último. O seu nome? Franguetto, perdão, Moretto. Um primor de “goleiro”...

Nota: Não foi fácil escolher apenas um exemplo das capacidades deste jovem atleta. Foi escolhido o exemplo mais recente.
Ricardo, o mãos de manteiga

O comentário do 5 Violinos e uma Fanfarra, ao meu último post (Perú à Inglesa), fez-me lembrar algo...
Perú à Inglesa

Para quem, como eu, achava que o Ricardo dava mais para prato principal de um jantar de Natal do que para guardar as redes de uma baliza, desengane-se, pois houve alguém capaz de o superar. Vejam bem o que aconteceu no Croácia - Inglaterra, jogo de qualificação para o Euro 2008, que acabou com a vitória dos croatas por 2-0, quando o defesa Gary Neville se lembrou de atrasar a bola para o seu guarda-redes, Paul Robinson. Será ele da mesma cantera do guardião leonino?

quinta-feira, outubro 12, 2006

Algumas notas (objectivas) sobre a derrota de Portugal

Queria escrever umas linhas sobre o jogo de ontem, mas nem sei por onde começar. Foi tudo tão mau que nem me apetece ser cáustico. É certo que podia dizer coisas do género: “Tantos jogadores do Benfica na Selecção só podia dar nisto”. Mas não. Creio que isso foi apenas a ponta do iceberg. Claro que jogadores como Petit, Ricardo Rocha e Nuno Gomes, por exemplo, não mereciam a titularidade. Mas há mais. Não se compreende como Costinha e Nuno Valente fazem parte do onze de Portugal. O primeiro está claramente fora de forma, o segundo... bom, o segundo nunca me convenceu, confesso. E num jogo como este, onde a segurança defensiva era fundamental, creio que Caneira seria uma solução muito mais eficaz.

Cristiano Ronaldo foi, desta vez, uma desilusão. Acontece aos melhores, pode dizer-se. É um facto. Mas quando os melhores são piores, convém que os outros se agigantem para equilibrar as coisas. E isso, ontem, não aconteceu.

Simão ainda não engatou. Fez uma segunda parte aceitável, com um passe para golo e tudo, mas tem obrigação de fazer (muito) melhor.

Deco foi uma sombra do mágico de Barcelona. Talvez por culpa própria, mas também porque os dois médios que suportavam as suas acções (Costinha e Petit) só estavam lá para destruir. Ou seja, o luso-brasileiro tinha que vir constantemente atrás “buscar jogo”.

É fácil perceber que Costinha e Petit não são compatíveis. Pelo menos não numa equipa que quer ganhar o jogo. A opção tem que passar por Costinha ou Petit com Maniche ou Tiago. Um destrói e o outro leva a bola para a frente, permitindo que Deco jogue mais junto do ponta de lança. Que ontem foi Nuno Gomes. Meus amigos, aqui vou esquecer as rivalidade que dão o mote a este blog (o NG até podia ser do Vizela...) O que foi aquilo? Não me venham dizer que marcou um golo e, por isso, não esteve mal! Pior só mesmo se falhasse aquela oportunidade. O homem parecia uma marioneta a quem cortaram os fios, caramba. Sempre a cair, a não resistir ao choque. Portugal ontem precisava de um homem lá na frente e calhou-lhe um menino a quem os outros não deixavam jogar à bola!

Uma última palavra para Nani e Scolari. O que este fez ao jovem jogador (ontem) da Selecção, não se faz. Este era claramente um jogo para Felipão entregar a titularidade a Nani. Ainda que não tenha sido titular, a perder por 2-0 ao intervalo, Scolari deveria ter apostado em Nani mais cedo. A fazê-lo entrar a 25 minutos do fim, “encurtou-lhe” o tempo de impor o seu futebol e, dessa forma, forçou-o a querer fazer mais em menos tempo. Num jovem jogador que, naturalmente, já estaria nervoso, este condicionalismo é perfeitamente dispensável. Felizmente que Nani é um jovem especial e soube estar à altura da responsabilidade. Pena que Ronaldo não tivesse aproveitado aquele passe “de morte” para reduzirmos a desvantagem ainda a tempo de procurarmos o empate. O que, a acontecer, seria completamente injusto, acrescente-se.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Uns vendem. Outros (con)vencem.

Ainda bem que há colectividades que se congratulam com a saída dos seus jogadores. Eu, por outro lado, fico contente por ouvir o presidente do meu Clube dizer que, tão cedo, dali ninguém sai. E não se limita a dizê-lo, chega-se à frente e “blinda” os seus contratos com cláusulas de rescisão milionárias. Claro que, a jogar desta maneira, será inevitável que Nani, Moutinho, Djaló, Miguel Veloso, entre outros, acabem por não resistir ao assédio dos (outros) grandes da Europa. É esta a sina da melhor cantera do velho continente: tornar miúdos em jogadores e, por fim, vendê-los para que outros possam vir ocupar os seus lugares. É com tristeza que os vemos partir, mas também com o orgulho do dever cumprido. Ao contrário de outros que, apesar de possuírem “o melhor departamento médico de Portugal”, não conseguem fazer as suas jovens promessas passar nos testes médicos, ficando assim obrigados a emprestá-los para que os pobres coitados possam recuperar das mazelas...

Manuel Fernandes cobiçado pelos grandes

Enquanto uns e outros andam por aí a especular que o seu futuro pode não passar por Alvalade (mas sem quaisquer propostas ou interesse de grandes clubes), outros há que, não só já deram o salto do grande clube da Luz para a "capital" do futebol europeu, como também são cobiçados por colossos do velho continente. É o caso de Manuel Fernandes, o jovem médio que cresceu de águia ao peito e que depois de bem formado pelo Benfica, resolveu voar livremente até Inglaterra, para alinhar pelo Portsmouth e disputar a Premier League. É então aqui que entra o principal clube inglês, o Manchester United, que já mostrou interesse na contratação do internacional português. O Portsmouth, que não gostou da aproximação ao médio por parte dos tubarões de Manchester, já tomou uma posição e veio a público dizer Manuel Fernandes é para nós! São os nossos meninos a vingar além fronteiras e nós, com o sentimento de dever cumprido.

Sub-21 a verde e branco

Três jogadores do Sporting (sem contar com o "emprestado" Varela) no onze titular. Resultado:
- Dois golos
- Três das melhores notas individuais
- Melhor jogador em campo (João Moutinho, o capitão)

P.S. - Dão-se alvíssaras a quem descortinar um jogador encarnado no onze da selecção sub-21.

terça-feira, outubro 10, 2006

Errata do último post

Confesso que o último post do meu amigo Da Buraca deixou-me a pensar. A pensar no que teria acontecido para uma equipa vulgar como a que equipa de vermelho e joga do outro lado da 2ª circular ter, nas suas palavras, “quase o dobro dos jogadores convocados pelos diferentes seleccionadores” do que a jovem e pujante equipa do Sporting.

Depois de alguns minutos – cerca de dois – a pensar e após uma breve pesquisa na net cheguei à conclusão de que o Da Buraca anda distraído. E, ao que parece, pretende mandar areia para os olhos dos (3) fiéis leitores deste blog.

É verdade que os de vermelho têm onze jogadores convocados para as diferentes selecções. O Sporting, por seu lado, tem Ricardo, Caneira e Nani na Selecção A; Miguel Veloso, João Moutinho e Yannick, ao serviço da Selecção de sub-21; e Rui Patrício na Selecção de sub-19. Leram bem, são sete.

O que o Da Buraca se esqueceu de referir (prefiro pensar que não lhe ocorreu) foi que a ausência de outros jogadores do Sporting se ficou a dever a lesões e a um certo autismo do seleccionador nacional. Eu explico.

Custódio e Carlos Martins são, sem dúvida, jogadores seleccionáveis. Não o foram desta vez por força das mesmas lesões que os têm impedido de defender as cores do Leão. Serão noutra oportunidade, por certo.

Tonel é, por outro lado, vítima do autismo do Felipão. Como é possível deixá-lo de fora e entregar a titularidade a um jogador que, no seu clube, tem alternado o banco com a presença num onze fraquinho, fraquinho. Refiro-me, obviamente, a Ricardo Rocha, esse esteio da defesa dos vermelhos que em 4 jogos sofreu 5 golos.

Miguel Garcia é outro jogador que tem marcado presença nas selecções mais jovens. Confesso que desconheço a razão que o levou a ficar, desta vez, de fora, mas é sempre um nome a ter em conta. Mas mesmo não contando com ele seriam já dez os jogadores do Sporting nas selecções. E atenção que refiro apenas as selecções de Portugal, porque Paredes e Tello são internacionais (no activo) de Paraguai e Chile respectivamente e Polga e Liedson são a prova de que não é apenas o Felipão a sofrer de autismo.

Perante isto, resta-me – em nome do Da Buraca – pedir desculpa a todos os (3) leitores deste blog pela forma viciada como este vos expôs a (in)verdade dos factos. Prometo que não volta a repetir-se. A partir de hoje vou ter mão nele.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Os melhores, logo os mais convocados.

Quim, Ricardo Rocha, Petit, Simão, Nuno Gomes, Pedro Correia, João Coimbra, Katsouranis, Karagounis, Luisão e Mantorras. São estes, os onze jogadores que faltam a Fernando Santos, por se encontrarem a representar as respectivas selecções. Comparando com o Sporting e com o Porto, o Benfica tem quase o dobro dos jogadores convocados pelos diferentes seleccionadores. Uma vez mais, a qualidade do plantel da Luz mereceu a confiança total daqueles que estão à frente da equipa de todos os portugueses e das restantes selecções de cada país.
É caso para dizer “Portugal é o Benfica!”

domingo, outubro 08, 2006

Jovem, se queres ganhar, diz não ao Sporting!

Mães de Portugal, nunca deixem os vossos filhos escolher esse clube manhoso, que dá pelo nome de Sporting Clube de Portugal, quando estiverem a jogar Football Manager. Vejam porquê...

quinta-feira, outubro 05, 2006

Escândalo em Almeria

Para quem acha que a nossa SuperLiga está cheia de escândalos provocados pelos homens do apito, vejam o que acontece aqui ao lado, na 2ª Divisão espanhola.

quarta-feira, outubro 04, 2006

O maestro está todo prejudicado

Imagino o que vai na cabeça do Rui Costa neste momento. Logo ele que chegou à Luz anunciando o seu amor à camisola, prometendo empenhar-se ao máximo em prol do seu clube de sempre e ali terminar a sua carreira de futebolista.

Com as notícias que chegaram hoje a público, esta última vontade do maestro (de que orquestra? – pergunto eu) pode até chegar mais cedo do que ele contava. Se continuarem a tratar-lhe da saúde desta maneira, não vai faltar muito para estarmos a assistir ao jogo de despedida do dono da camisola 10. Espera-se é que, pelo menos, ele tenha pernas para ir dar o pontapé de saída da partida...

terça-feira, outubro 03, 2006

À 5ª em 1º

E pronto, finda a 5ª jornada da Liga, temos o Sporting no lugar que merece. E se não fosse o malfadado golo de Ronny com a mão, já estaríamos isolados. Essa é que é essa.

Mas no final da maratona poucos se irão lembrar dos empurrões e rasteiras perpetrados no meio do pelotão. Resta-nos, portanto, lutar para chegar em primeiro. Independentemente do que possa acontecer daqui para a frente.

Não há Paciência, Domingos.

Depois do jogo de ontem à noite em Alvalade e da vitória claríssima da melhor equipa em campo (e única que quis ganhar o jogo), Domingos Paciência, treinador da União de Leiria, vem queixar-se do árbitro. Diz ele que não põe em causa a vitória do Sporting - que considera clara - mas acrescenta que o árbitro teve dualidade de critérios.

Sinceramente, não entendo a postura deste tipo de treinadores. E atenção que não estamos a falar de um treinador velho e gasto, ressentido com o mundo. Este é um treinador jovem (na sua primeira época à frente de uma equipa sénior) e com um passado de jogador ao serviço, maioritariamente, do FC Porto. Se calhar é mesmo esse o problema do Sr. Paciência. Penso que qualquer sportinguista se lembra do nível das arbitragens que nos calhavam nos jogos com o Porto por alturas em que o Sr. Paciência pontificava no ataque dos portistas... Se agora se fala no Apito Dourado (referente, como se sabe à época 2003/2004), podemos muito bem referir-nos àqueles dias como o El Dourado da malandrice e das arbitragens habilidosas. Árbitros como Carlos Calheiros jamais serão esquecidos nas bandas de Alvalade (e, já agora, do Brasil, para onde foi gozar os rendimentos da sua actividade ilícita).

Depois de um jogo em que, se algo ficou por marcar, foi uma grande penalidade sobre João Moutinho e 2 ou 3 faltas dos jogadores da União de Leiria merecedoras de cartão amarelo, talvez seja essa a dualidade de critérios de que se queixa o Sr. Paciência. “Se dantes faziam, por que razão não fazem agora?” – ter-se-á questionado o jovem treinador.

Por duas razões meu caro:
- Olha para a camisola dos teus jogadores, não são às riscas azuis e brancas, pois não?
- O Sporting já foi espoliado de 3 pontos no último jogo em casa. Fazê-lo pela segunda vez consecutiva seria demasiado escandaloso (mesmo para os desavergonhados que governam este pontapé na bola). É preciso paciência meu caro, quem sabe lá mais para a frente na competição a coisa não passa mais despercebida...

segunda-feira, outubro 02, 2006

Jogo entre vertebrados ovíparos, só podia dar frango.

Quem viu ontem o jogo entre Benfica e Desportivo das Aves não deu o seu tempo por mal empregue nem o dinheiro por mal gasto. Afinal, não é todos os dias que se assiste a um jogo com 5 golos. 5 golos estranhos, mas não deixam de ser 5 golos. E, curiosamente, todos eles marcados por jogadores do Benfica. Sim, porque não me venham com conversas a dizer que o golo do Aves é do Filipe Anunciação, que eu bem vi o Quim a meter a bola dentro da sua própria baliza. Aliás, a posição que ele adopta para se fazer à bola (meio ajoelhado, meio de cócoras) só podia dar m#*da. Tenho cá as minhas dúvidas se aquilo que ele tinha pendurado na rede seria uma toalha ou um rolo de papel higiénico...

Quanto aos outros golos - os que entraram na baliza do Aves - também tiveram a sua piada. Desde a ida às compras do guarda-redes à escorregadela do defesa, aquilo mais parecia um apanhado dos bloopers do desporto. Mas tudo bem, o SLB também precisa de vencer um outro jogo, senão qualquer dia o Fernando Santos é posto a andar (com ou sem lenços brancos) e aí ainda começam a jogar futebol a sério...

Apito Dourado, agora também com lantejoulas e mini-saias à mistura.

Quando pensava que já pouco ou nada me surpreendia no caso Apito Dourado, heis que surge esta notícia, dando conta do envolvimento de mais um tubarão do futebol português. Se houvesse por cá um "SuperligaCaos", cheira-me que na próxima época éramos poucos a jogar na Liga principal.

Apito Dourado: Nacional terá aliciado árbitros com favores sexuais.

O Nacional da Madeira terá aliciado árbitros na época 2003/2004 oferecendo-lhes noites com prostitutas, indicam documentos incluídos no processo Apito Dourado citados hoje pelo "Correio da Manhã".

O jornal escreve que o presidente do Nacional, Rui Alves, chegou a ser constituído arguido no processo Apito Dourado, mas que o seu caso foi arquivado por não ter sido provada uma ligação entre as orgias com prostitutas e o eventual favorecimento por parte dos árbitros.

De acordo com os documentos do processo, que o jornal cita, o intermediário entre o Nacional e os árbitros era o empresário de futebolistas António Araújo.

Os documentos referem que a 24 de Março, um mês antes das detenções no âmbito do processo Apito Dourado, o então presidente do Belenenses, Sequeira Nunes, telefonou ao presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, Pinto de Sousa, para lhe dizer que os dirigentes do Nacional andavam a presentear árbitros.

Sequeira Nunes terá também informado o presidente do Conselho de Arbitragem que tinha sido o presidente do Marítimo (rival do Nacional na Madeira) a confidenciar-lhe tal informação.

De acordo com os mesmos documentos, a 11 de Abril de 2004 também foi interceptado um telefonema entre o presidente do FC Porto e o líder do Conselho Superior de Arbitragem no qual Pinto da Costa contava a Pinto de Sousa que o líder do Marítimo lhe tinha dito que o Nacional presenteava os árbitros escolhidos para dirigir os seus jogos.

O "Correio da Manhã" adianta que as investigações da Polícia Judiciária concluíram que o empresário António Araújo contactava os árbitros em nome do Nacional.

in Público

domingo, outubro 01, 2006

Novas contratações em Alvalade.

Depois do filho do Veloso, o Sporting está já a negociar a contratação do(a) filho(a) do Néné. Aos poucos, Paulo Bento está a conseguir formar uma equipa coesa.

O maestro voltou a pegar na batuta.

Foi já com Rui Costa em campo, que o Benfica conseguiu evitar mais um espectáculo de lenços brancos nas bancadas. Com o empate a um golo ao intervalo, frente ao Desportivo das Aves, temia-se mais um desaire dos campeões da Luz. Felizmente, uma chuva de 4 golos nos segundos 45 minutos, conseguiu salvar (infelizmente) a pele de Fernando Santos. Quantos mais jogos a sofrer serão necessários para fazer com que o engenheiro decida fazer as malas e voltar para a Grécia? Sim, já que a Direcção teima em não fazer nada... Neste Domingo, ainda nos valeram o Paulo Jorge, o Nuno Gomes, o Simão e o Karagounis. E no próximo fim-de-semana, será que alguém nos vai salvar? Fernando, mostro-te aqui o meu lenço branco virtual. O mesmo, serve também para alguns estróinas que vestem a camisola do nosso grande clube e que, semanalmente, se vão arrastando pelo relvado, sem saberem bem o que fazer.