terça-feira, setembro 19, 2006

Começamos bem

Espectador assíduo de todos os encontros jogados no Alvalade XXI, vi-me – com muita pena minha – na contingência de não poder assistir ao vivo à partida do último Sábado. E depois de ver o resumo ainda mais pena tive. Afinal não é todos os dias que se assiste à estreia de uma nova modalidade. Andebol praticado num campo relvado é algo que nunca me ocorreria, confesso. Mas não acho mal. Pelo contrário, até acho alguma piada ao conceito. Para ter ainda mais piada, só se, após o golo, fosse permitido aos jogadores do Sporting brindar o Ronny (para os mais distraídos, o marcador do golo) com uma salva de chapadas semelhantes à que ele afirma não ter dado na bola. Isso é que tinha piada! Ah, quando ele piscou o olho para o banco de suplentes em jeito de cumplicidade, as regras deste novo jogo deviam permitir que metade da Juve Leo entrasse em campo para ajudar a cumprimentar tão sagaz atleta. Isso é que era cá um fartote!

Mas não. Parece que esta nova modalidade já tem as suas regras muito bem definidas. Para além daquela que nos diz que os atletas devem que fingir (no campo e nas entrevistas pós-jogo) que não tocaram na bola com a mão, há uma outra que também é levada da breca de tão engraçada que é: ser rasteirado por um adversário dentro da grande área, não só não é passível de grande penalidade, como deve ser punido com um cartão amarelo. Mas atenção que este último caso só se verifica quando o jogador rasteirado tem menos de 1,70m, idade inferior a 21 anos e reside na zona sul de Lisboa. É uma regra complexa, bem sei, mas isto com o tempo vai lá.

Para saber as restantes regras do jogo, temos que esperar pelas próximas jornadas. É, no fundo, outra particularidade desta modalidade: só se sabem as normas à medida que vamos andando (e jogando). E, como diz o Paulo Bento, importa é ir assobiando como se nada fosse...