Cheira a injustiça
No rescaldo da derrota (injusta) do Sporting no jogo de ontem, são de realçar algumas ideias que não escaparam a quem viu o jogo com atenção:- O Bayern é, claramente, uma equipa superior ao Sporting. Não custa admitir isso. Até porque a diferença de orçamentos é, sem dúvida, superior à diferença que se nota no campo.
- Apesar desta superioridade, sentiu-se o respeito que os leõezinhos já impõe na Europa do futebol. Notou-se acima de tudo na forma agressiva como os alemães abordaram o jogo, tentando intimidar os jogadores do Sporting. E nalguns capítulos, infelizmente, conseguiram.
- No onze do Sporting (e na minha opinião), Carlos Martins estava a mais. Tello deveria ter jogado no meio campo e Abel à direita. Ganharíamos velocidade na ala direita e dispensávamos o nervosismo de Martins. Que poderia ser uma boa aposta para entrar no decorrer do encontro.
- Não considero que o Ricardo tenha sido mal batido. O remate é feito de muito longe, é certo, mas Ricardo não terá visto a bola partir e, com esta já na direcção da baliza, é fácil perceber que a trajectória leva-a a fugir ao alcance do guarda-redes.
- Grande reacção do Sporting ao golo. Uma das imagens de marca desta equipa é a sua aversão à condição de derrotado. Paulo Bento será um dos mentores desta mentalidade ganhadora que fica muito bem à jovem equipa do Sporting. Reparem que sempre que sofrem um golo, os jogadores leoninos cerram os dentes e partem para cima do adversário.
- O Sporting esteve muito bem até à expulsão do marcador do golo alemão. A partir daí o jogo fica condicionado em todos os sentidos. O Sporting sentiu que tinha de atacar ainda mais (e fê-lo muitas vezes da pior maneira, com bolas bombeadas para a frente) e o Bayern fechou-se lá atrás, com a tranquilidade de quem sabe muito bem o que faz. Não foi à toa que o treinador dos alemães fez entrar os jogadores mais rápidos para jogarem sozinhos na frente.
- Apesar de todas as incidências do jogo, parece-me que o Sporting não merecia sair derrotado. É certo que o Bayern soube fazer o “seu” jogo, mas feitas as contas, o empate teria sido o resultado mais justo.

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