Não há Paciência, Domingos.
Depois do jogo de ontem à noite em Alvalade e da vitória claríssima da melhor equipa em campo (e única que quis ganhar o jogo), Domingos Paciência, treinador da União de Leiria, vem queixar-se do árbitro. Diz ele que não põe em causa a vitória do Sporting - que considera clara - mas acrescenta que o árbitro teve dualidade de critérios. Sinceramente, não entendo a postura deste tipo de treinadores. E atenção que não estamos a falar de um treinador velho e gasto, ressentido com o mundo. Este é um treinador jovem (na sua primeira época à frente de uma equipa sénior) e com um passado de jogador ao serviço, maioritariamente, do FC Porto. Se calhar é mesmo esse o problema do Sr. Paciência. Penso que qualquer sportinguista se lembra do nível das arbitragens que nos calhavam nos jogos com o Porto por alturas em que o Sr. Paciência pontificava no ataque dos portistas... Se agora se fala no Apito Dourado (referente, como se sabe à época 2003/2004), podemos muito bem referir-nos àqueles dias como o El Dourado da malandrice e das arbitragens habilidosas. Árbitros como Carlos Calheiros jamais serão esquecidos nas bandas de Alvalade (e, já agora, do Brasil, para onde foi gozar os rendimentos da sua actividade ilícita).
Depois de um jogo em que, se algo ficou por marcar, foi uma grande penalidade sobre João Moutinho e 2 ou 3 faltas dos jogadores da União de Leiria merecedoras de cartão amarelo, talvez seja essa a dualidade de critérios de que se queixa o Sr. Paciência. “Se dantes faziam, por que razão não fazem agora?” – ter-se-á questionado o jovem treinador.
Por duas razões meu caro:
- Olha para a camisola dos teus jogadores, não são às riscas azuis e brancas, pois não?
- O Sporting já foi espoliado de 3 pontos no último jogo em casa. Fazê-lo pela segunda vez consecutiva seria demasiado escandaloso (mesmo para os desavergonhados que governam este pontapé na bola). É preciso paciência meu caro, quem sabe lá mais para a frente na competição a coisa não passa mais despercebida...

2 Comments:
Só Domingos Paciência, o treinador da União da Leiria – que noutros tempos vinha a Alvalade integrando o ataque do FC Porto para marcar um golito e ganhar o jogo depois de mais de uma hora de sofrimento defensivo – não percebeu isso. E como não percebeu, queixou-se, sem razão, da arbitragem de Carlos Xistra. É preciso mais paciência, ò Domingos!
Na Superliga, o Sporting já não sofre golos com o pé, com a cabeça ou com qualquer outra parte do corpo, à excepção da mão, há quatro jogos consecutivos, ou seja, desde a primeira jornada.
É curioso o Sr. Paciência não colocar em causa a vitória do Sporting e, ainda assim, queixar-se do árbitro. O que queria ele? Que o árbitro desse uma ajudinha na tentativa de quebrar o espírito dos jogadores do Sporting? Fica a dúvida (e os 3 pontos)...
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