segunda-feira, março 05, 2007

É o que temos

Esta jornada da SuperLiga deixou a nu o que tem sido esta prova e, pelo que se vê, aquilo que ainda vai ser; a sorte de uns é o azar dos outros, o prejuízo de uns é o benefício de outros.

Enquanto Benfica e Porto ganharam os seus jogos à tangente, com decisões de arbitragem polémicas pelo meio, o Sporting viu-se impedido de conquistar os três pontos. Primeiro por uma decisão incompreensível do árbitro da partida (no caso, do seu auxiliar) e depois por manifesto azar (com alguma falta de pontaria pelo meio).

No lance da expulsão do Liedson, a decisão do árbitro Paulo Costa é, no mínimo, bizarra. É uma espécie de decisão Salomónica que correu mal. Se os jogadores se agarram mutuamente, não teria que haver falta. Se há lugar a cartão para ambos, então no mínimo teria que ser igual para os dois jogadores. Mas não, o árbitro auxiliar entendeu que Liedson agrediu o adversário. Então para quê punir o jogador da União de Leiria com um cartão amarelo? Fica a dúvida e a, mais que certa, ausência de Liedson da partida do Dragão.

Destaco, apesar de tudo, a magnífica exibição de um Sporting a jogar com 10. Moutinho já esgotou todos os adjectivos, Polga esteve intratável, Bueno e Romagnoli não mereciam as substituições e Ricardo parece ter aprendido a dominar as suas saídas aos cruzamentos. Não fora o equívoco (prefiro chamar-lhe assim) daquele árbitro auxiliar e, provavelmente, a já de si excelente partida dos leõezinhos teria sido abrilhantada com golos que valeriam os três pontos.

Mas é este o futebol que temos...