quarta-feira, outubro 11, 2006

Uns vendem. Outros (con)vencem.

Ainda bem que há colectividades que se congratulam com a saída dos seus jogadores. Eu, por outro lado, fico contente por ouvir o presidente do meu Clube dizer que, tão cedo, dali ninguém sai. E não se limita a dizê-lo, chega-se à frente e “blinda” os seus contratos com cláusulas de rescisão milionárias. Claro que, a jogar desta maneira, será inevitável que Nani, Moutinho, Djaló, Miguel Veloso, entre outros, acabem por não resistir ao assédio dos (outros) grandes da Europa. É esta a sina da melhor cantera do velho continente: tornar miúdos em jogadores e, por fim, vendê-los para que outros possam vir ocupar os seus lugares. É com tristeza que os vemos partir, mas também com o orgulho do dever cumprido. Ao contrário de outros que, apesar de possuírem “o melhor departamento médico de Portugal”, não conseguem fazer as suas jovens promessas passar nos testes médicos, ficando assim obrigados a emprestá-los para que os pobres coitados possam recuperar das mazelas...