terça-feira, janeiro 30, 2007

Apesar de tudo, estamos mais perto


Num campo tradicionalmente difícil, o Sporting conseguiu (apenas) um empate que o deixou mais perto do líder. Numa frase tipicamente futebolística: “A divisão de pontos acaba por ser justa, mas a haver um vencedor, só poderia ser o Sporting.”

No jogo, propriamente dito, assistiu-se a um Sporting ainda à luta com os seus próprios fantasmas (para quando a aposta definitiva em Moutinho como nº10?), a precisar de referências no meio campo (os jovens são bons, mas precisam de uma voz de comando), muito forte na defesa (excluindo a paragem cerebral de Tello) e com um ataque claramente coxo (para quando um ponta de lança forte e possante para fazer companhia à mobilidade de Liedson?).

A arbitragem não esteve bem, ao contrário do que se disse. Basta ver o amarelo mostrado ao Liedson logo no início do jogo, claramente para condicionar não só o 31, mas toda a equipa do Sporting. A expulsão do Alecssandro, essa, é anedótica. Não apenas por ter havido, de facto, um encosto no avançado brasileiro (o que não quer dizer que seja necessariamente penalty), mas essencialmente pela falta de um critério uniforme no ajuizar destes lances - na primeira parte Linz atirou-se para o chão na grande área do Sporting, reclamando (coisa que o Alecsandro não fez) um penalty e não foi sequer chamado à atenção pelo árbitro. Enfim, são as diferenças a que já estamos habituados, e das quais os jogadores do Sporting se deviam proteger, não dando azo a situações dúbias.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

É por isto que não gosto de dormir a sesta.

Definitivamente, não gosto de sestas. Não apenas por não ser um fã do sono propriamente dito, mas acima de tudo pelos “efeitos secundários”. A justificação é simples: o torpor e sonolência que se seguem a uns minutos de descanso, não justificam os eventuais benefícios que daí possam resultar.

Esta conversa, aparentemente despropositada, vem no seguimento do longo bocejo que foi a primeira jornada da SuperLiga. Depois da soneca que foi a pausa natalícia, eis que o futebol português acordou para uma mão cheia de jogos sem qualquer interesse e onde o futebol propriamente dito não foi mais que uma remela no canto do olho dos infelizes como eu que se dignaram a assistir a uma partida. Dir-se-ia, pela qualidade de jogo, que estaríamos na pré-temporada. Mas não, os preços são de época e os resultados são a contar.

É por estas e por outras (poucas) que dou por mim a pensar como seria bom ser um súbdito de Sua Majestade...

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Luisão, és grande!

Parece que o Luisão, defesa central dos vermelhos, foi apanhado de madrugada a conduzir com uma taxa de alcoolemia de 1,44 gramas/litro. Ora isto é claramente um caso de polícia. E por vários motivos. Antes de mais por que, com esta cara, Luisão devia ser proibido de andar na rua. Circular sim senhor mas só de casa para o treino e do treino para casa. E jogar de cara destapada já é, claramente, uma benesse para alguém com semelhante frontispício.

Depois, quem é que ele pensa que é para roubar o estatuto ao ex-presidente Vilarinho, como o benfiquista mais vermelho-tinto de que há memória? Ele tem que se convencer de uma vez por todas que há certos senhores naquela casa que são intocáveis. Qualquer dia começa o Karagounis a dizer que os tremoços são, também, o seu marisco preferido, não?

Finalmente, a infracção ao código da estrada. Sendo, claramente, a menor das três, quer-me parecer que está a ser sobrevalorizada. Toda a gente sabe que os jogadores destes clubes de 2º plano são muito dados a este tipo de infracção. Daí, também, as suas palavras dizendo que, tratando-se "de um problema particular", não quer que este caso "atrapalhe a grandeza do Benfica".

Deixa lá isso Luisão, a grandeza do Benfica há muito que anda atrapalhada…